sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fragilidade!!

Me sinto vitima de mim mesma.
Vitima das minhas escolhas errada, perseguida pelo tempo que não posso voltar.
Esmagada por um tempo, que não me deu tempo para pensar.
Um erro atrás do outro, a procura de algo que não parece existir, e que se existe, não se encontra dentro de mim.
Eu preciso acordar da realidade, e adormece na fantasia, me anestesiar desta vida.
Esquecer, reavivar a luz que ainda ofusca no brilho do meu olhar.
Parar de se cobrar tanto, me culpar das escolhas que não fiz.
Hoje me vejo refletida no espelho do passado,e a imagem que vejo também não posso apagar, pois carrego em meu semblante sinais do tempo que não posso desfazer.
Hoje mas que tudo, eu sou o que tenho.
As forças que necessito todos os dias só posso sugar de mim.
Seria ilário poder voltar no tempo, parar a cena do primeiro beijo, voltar para os braços do primeiro amor, voltar para um tempo, onde adormecia nos braços do meu pai, e sorria no sorriso materno da minha mãe, brincar com meus irmãos de mãos dadas, sem contar o tempo e na inocência de criança, nunca parávamos para ser dar conta que o tempo para nós também passaria, com a mesma velocidade que se passa a vida.
Eu queria chorar, porém no momento me sinto embargada e sem forças para me lamentar.
Observo através da minha janela, dia nublado e a chuva cai.
E me vejo trancada dentro deste quarto.
Na verdade trancada dentro mim.
É necessário desfazer o nó na garganta, e caminhar sempre.
Mas para que lado?
Onde devemos procurar a paz, quando a mesma não se encontra onde deveria esta, dentro de nós mesmo.
É difícil viver.
É como todo mundo, também não quero morrer.
Sinto que á tanto a fazer.
Que tenho tanto a aprender.
E eu ainda não sei como gostaria de ver minha imagem no espelho.
Porque sinto-me confusa, e embora mergulhada na minha própria dor, e na solidão, não consigo enxergar, que como eu tantos vivem assim, em uma tormenta, que sabe bem como começa.
Que é interminável!
Para que o pranto.
Muitas vezes quero dizer o que sinto, mas temo passar pelo ridículo.
Que me ouçam e outrora possa usar minhas palavras contra mim.
Então embora ninguém note, tento falar sem dizer nada.
E no silêncio falar bem mais do que esse grito preso.
E certamente um dia eu vou partir.
E temo não ter válido a pena.
Ter sido uma passagem em vão.
Porque é fácil mentir para o mundo.
Impossível mentir para o próprio coração.
Somos mesquinhos, pequenos.
Achamos que somos eternos, e tudo fica para um amanhã que nem sabemos se vamos vive-lo.
No momento era bom dizer adeus apenas para os pesadelos.
Para o passado, que insiste viver no meu presente.
É necessário viver.
Abrir o coração para Deus, e chorar, chorar, até que a carne se sinta cansada, fragilizada.
Descansar do passado.
E acordar para um futuro.
Que também não sabemos se teremos.
Mas confiar e amar é preciso.
A vida é difícil.
Mas quando finalmente as luzes se apagarem.
Eu quero acender as luzes de uma vida plena.
E ter apenas uma certeza!
Que viver valeu a pena!

Michele Alexandra

1 COMENTÁRIOS:

Dα૨ℓ૯ท૯ Aℓ√૯ઽ....(",) ^♥^ disse...

OIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
AMIGAAA
SAUDADESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS



BEEEEJOSS...



DARLENE.........

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