sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Apresentação do livro Pedaços de uma vida

Quando comecei a escrever o livro pedaços de uma vida, me fiz a seguinte pergunta o que eu estava querendo passar atráves dele, a cada dia eu como um pintor moldava no papel sentimentos que não era só meus, mas de todas as pessoas que permanecem neste mundo.
Descobri durante esse período, que aprendemos muito quando estamos felizes, e aprendemos muito mas diante da dor.
Hoje vemos com clareza que as pessoas continuam cada vez mais sozinhas, em busca de uma satisfação temporária, e ilusória, se esquivando dos seus valores,e de si mesmo, se afastando do outro , hoje o que podemos ver é um individualismo onde vivemos correndo em busca do que ainda é desconhecido, como se estivessemos andando em círculos, uma corrida que não parece ter fim, que nunca tem ponto de chegada.
Sentimentos indiscutiveis, sentimentos escondido, poucos tem a ousadia de revela-los.
Mas a poesia desvenda segredos, é pode ser a base de tudo, talvez o remédio para nos curarmos de nós mesmo.
É dificil olhar no espelho e apontar nossos erros, porém encontramos facilidade em apontar e falar do defeito do outro muitas vezes depositado em cada um de nós.
Podemos acreditar no poder das palavras, na força e na tristeza que pode nos causar.
O livro pedaços de uma vida é um punhado de fragmentos, tirados não somente dos meus pensamentos, mas de todos aqueles que um dia cruzou o meu caminho, e de muitos que ainda vão surgir.
A medida que você for folheando, e lendo cada página deste livro, vai se identificando, verá que são sentimentos tão meus, que passaram ser seu, vivos dentro de cada um.
Amadureci, foi notório essa minha transição, vejo que estou em busca de um novo horizonte, buscando o que acredito ser certo, em busca de mim.
o que somos nós? Se não fragmentos, se não frações de segundos, apenas momentos, momentos felizes, amanhã triste, nostalgicos, apenas vivendo.
Somos pedaços daquilo que escrevemos dia a dia no nosso livro chamado de vida.

Michele Alexandra
Dedico esse livro a toda minha família.
Em especial meu irmão José Felipe, que em sua eterna juventude me ensinou a lição mas dificil de ser compreendida, a amar, para ele a minha eterna gratidão e o meu sincero e mas profundo amor.
Ao meu irmão Murilo Alexandre, que durante todos esses anos de silêncio não conseguiu me fazer ama-lo menos, a você todo meu respeito e admiração.
Sou eternamente grata a Deus por ter depositado os dois na minha vida, pelo privilégio de chama-los de meus irmãos, com vocês mas aprendi do que ensinei.
A minha mãe que me gerou e no seu ventre me carregou e colaborou para conquistar as vitórias que almejei.
Ao meu pai por caminhar sempre comigo de mãos dadas por essa longa estrada, luz da minha vida, eterno e verdadeiro amor.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Conflitos dos sentimentos




Essa ventania lá fora
Essa ansiedade aqui dentro
Não sei se saiu e te procuro
Não sei se espero que me procures
Não sei o que se passa aqui dentro
Dentro de mim
Ás vezes quero gritar o seu nome
Mas me sinto fraca, e meu coração chama por ti
Minha vida tão embaraçada
E você por ai
Ás vezes eu choro e me banho por lagrimas
E descubro que chorar não trará você de voltar para mim
E então me desespero
Me pego conversando horas a fio com as paredes frias e úmidas do meu quarto
E você não esta aqui
Então adormeço
E nos meus sonhos te vejo
Na manhã seguinte me levanto e vou até o jardim
Verifico as rosas
Olho para aquela rosa que você deu para mim
E ela como eu esta morta
Não agüentou ter que viver sem ti.

Pedaços de uma vida X Sangue e Pecado

Estou digitando o livro Pedaços de uma Vida, onde trabalho poemas, poesias e pensamento..
Logo mais estarei terminando o livro Sangue e Pecado, uma narrativa intrigante diferente de tudo que ja abordei nos demais livros...Aguardem estarei postando trechos deste livro também..
Até

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Um pouco mais sobre Furacões de Mel Delinquentes ou Adolescentes

O livro Furacões de Mel Delinquentes ou Adolescentes, foi publicado no ano de 1999,
Onde ele vem abordando com uma linguagem simples, uma das importante fase a adolescência, um livro atual para o seu tempo, pois ao ser lido hoje, dar a impressão que foi escrito neste ano.
É um livro que levanta questionamentos, não só para os adolescentes, mais para os pais deste adolescentes que muitas vezes não sabe como lidar com seus filhos, que polda seus filhos hoje esquecendo-se que um dia também passou por esta fase, e quem sabe pelos mesmo, dilemas, e questionamentos.
Um livro que aborda em tempo real o retrato de uma época.

Ilustração da capa: Miltom de Souza
Digitação: Michele Alexandra Gomes da Silva
Editoração Gráfica: Aramá Comunicações
Impressão: Gráfica Osiander
Tiragem: 1000 examplares

Setembro/ Outubro de 2000



Michele Alexandra

Prefácio do livro publicado Furacões de Mel Delinquentes ou Adolescentes

Seráo todos adolescentes delinquentes? É preciso refletir sobre o que é adolescência o que é delinquência.
Quando fui convidada a desenvolver um trabalho psicopedagógico com a Michele, disseram-me que ela era uma adolescente que havia escrito um livro entitulado "Delinquentes ou Adolescentes". Pensei séra essa sua deliquência?
Eu estava la para melhor e enriquecer a sua linguagem escrita. Porém ao longo do trabalho, algo se processou entre nós duas. Escrever para Michele era sua forma máxima de expressão, a partir da qual era podia ser mostrar-se por inteiro, tornand0-se a sua linguagem vital. Ela escrevia com o corpo, com o coração, com as vísceras. As palavras brotavam em torrentes emoções. Como eu podia falar apenas de regras gramaticais quando a vida mesms pulsa atráves daquelas palavra?
Realmente era aquela a sua deliquência: esse desejo de revalar-se, de mostrar as entrelinhas de sua vida, contrariando o destino previsível de sua história pessoal, como habitante das favelas, de sua pobreza, de seus becos, de sua violência e das suas tramas sujas e tristes.
Eu só pude cuidar da sua escrita, quando eu mesma percebi a adolescência e a deliquência que também me pertenciam.
Afinal ser mulher, negra, nascer em um bairro pobre, ter opinião própria e ainda ter a ousadia de sonhar, não seria uma das maiores deliquência nesse país? E nisso éramos cúmplices!
Tomadas por essa deliquência , adoravelmente juvenil, passamos a trocar cartas, confidências e segredos. Eu a incentiva a falar de assuntos que ela julgava proibidos, respeitando, ao mesmo tempo, o seu dialeto próprio e pessoal.
como numa metamorfose, a cada capítulo que revisava, Michele revia também os sentidos da sua vida. Ela encontrou metáforas; amadureceu idéias, como o próprio título do livro ousou contar fatos, até então, omitidos, guardados em seu coração. Ora ela estava animada, ora deprimida, ora radiante, ora revoltada com as dificuldades do processo, enfim, vivia com intensidade a construção da sua linguagem adolescente.
Naquele momento eu podia abandonar as teses sobre adolescência dos manuais de Psicologia, pois saltava ali á minha frente, a adolescência real, possível, contextualizada. Ela me falava de questões que não eram apenas suas, mais sim de todos os jovens, como a importância da turma, do primeiro namorado, do tornar-se mulher; da primeira menstruação; da sexualidade; da contestação; das revoltas, dos conflitos com os pais; da indignação com as injutiças sociais; do fantasma e da sedução das drogas, dos ídolos; partindo de um tempo espaço concreto e muito próximo de nós:a periferia de São Paulo nos anos 90.
Assim, suas palavras foram se ajeitando no papel. E hoje estão prontas para se revelarem, a quem deseje guiar-se pelo movimento vivo, perigoso e delinquente desse furacão, que como num rito de passagem , é condição essencial para que possa provar o doce mel da adolescência.

Rosmari Pereira de Oliveira

São Paulo, dezembro de 1999

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Página virada


É como se tudo tivesse se acabado, em um segundo fizemos uma história juntos.
E você me deixou e eu ainda não consegui virar a página da nossa história de amor.
É como se a música mas bonita tivesse uma melodia triste, como se a cantora pudesse sentir toda minha dor,e conseguisse traduzir tudo em uma canção.
É como se o poema entrasse pelo meus olhos e dilacerasse todo meu coração, e dos meus olhos surgisse uma lágrima de solidão.
É como se eu não pudesse ver o sol da manhã, pois ele queima minha face e me traz a sensação de um novo dia.
E eu não quero ter que acordar sem ter você.
Eu queria que você estivesse aqui agora para ver como eu estou, sem teu amor.
Mas logo em seguida penso que não quero, pois sinto pena de mim.
Saiu!! Sinto que estou enlouquecendo, olho pela janela do quarto, vejo uma imagem, é apenas seu retrato refletido no espelho.
É apenas sua lembrança invadindo minha memória vazia.
Não eu não consigo
Não devo
Não quero.
Fingir que esqueci de ti.
Então desconsolada eu me deito e adormeço e te vejo em meus sonhos feliz.
Acordo assustada e te vejo olhando para mim.
Te vejo
Te beijo
Te amo
E percebo que o tempo todo esteve aqui.
E só assim vejo.
Que uma história de amor não precisa ter sua última página virada.
Pois te amo.
E eu não quero
Não posso
Não devo
Viver sem ti.

Michele Alexandra

Como é lindo



Lindo como nascer do dia, misterioso como cair da noite
Pela primeira vez um ouvi um estrondo que vinha de dentro de mim.
Pela primeira fiquei confusa, procurando um caminho que me desviasse daquele olhar.
Eu me perdi e me encontrei naquele dia
Volta, vem, fica!
Estou te esperando
Os seus beijos, seria inutil, explicar sua boca o meu principal desejo

Desejo qual não posso controlar você canção de vida.
Poema divino, sem fim
Alguém que um dia passou por mim e que para o resto da minha vida marcou.
Pense em mim com carinho, feche os olhos e dentro de você, me encontrará
Quando lembra de mim jamais deixe da sua face rolar uma lágrima.
Eu sempre estive aqui você que um dia partiu
Quando tocar o seu corpo, sinta entre seus dedos os meus
Não se desespere eu estarei bem pertinho de você
Quando lembrar de mim, lembre - se que no mundo alguém que te amou e que entregou seu coração por completo, não venhas.
Você existe e vive dentro de mim mesmo que por enquanto esteja morando dentro da minha imaginação

Michele Alexandra

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A rosa



Essa ventania lá fora
Essa ansiedade aqui dentro
Não sei se saiu ou te procuro
Não sei se espero que me procures.
Não sei o que se passa aqui, dentro de mim.
As vezes eu quero gritar seu nome, mas me sinto fraca e o meu coração clama por ti.
Minha vida toda embaraçada, e você por ai.
As vezes eu choro, e me banho em lágrimas.
E descubro que chorar não traz você de volta para mim.
E então me desespero e me pego conversando com as paredes úmidas e frias do meu quarto.
E você não esta aqui, eu então adormeço, e nos meus sonhos ti vejo.
Na manhã seguinte, me levanto e vou até o jardim.
Verifico as rosas e olho para aquela rosa que você deu para mim.
E ela como eu, esta morta.
Também não aguentou viver sem ti.

Michele Alexandra

Em apenas segundos



De repente como um sonho me vi sorrindo.
E sinceramente confesso que não sabia o que era, talvez a procura de um sonho,de uma ilusão impossível.
Mas o que seria o impossível.
Eu não sei.
Mas de repente alguém apareceu, do nada sem sentido, sem palavras.
Transformou segundos, minutos, horas, dias, meses, anos em coisas inúteis.
E se a noite as estrelas pudessem bilhar em volta de mim.
Um sentimento tão puro, tão ingênuo, que mas parecia uma criança feliz.
Procurei nas pessoas o que em frações de segundos encontrei em você.
Devolveu o que alguém um dia levou de mim.
Minha vontade de sorrir.

Michele Alexandra

Estrela



Quero amar como nunca amei
Amar e viver por um ser
Amar e com ele viver.
Ah! se você soubesse meu amor, que minha vida mudou depois que nela você entrou.
Se você soubesse jamais me deixaria, viveriamos de amor, e de amor eu seria feita, e o amor seria minha fortaleza.
Ah! se você soubesse o quanto te amo, e o quanto ainda ei de amar.
E agora sou feliz, Deus meu deu uma estrela.
E essa estrela meu amor é você.
Nasceu e vive somente para mim.

Michele Alexandra

Talvez



Quantas noites de medo
Eu passei sozinha a pensar.
Pensei tanto que não sai do lugar.
Fiquei parado com medo de caminhar;
Não me faltava nada
Assim eu achava
Chorar eu não irei
Amar mas a quem?
Morrer não sei
Viver talvez!

Fingir para que



Quero apenas ser feliz.
Não quero chorar.
Cansei de viver assim.
Preferi me isolar.
Para que fingir sorrir.
Se na verdade.
Eu quero chorar.

Apelo



Oh! Meu Deus como pode me deixar assim.
Insensato coração porque me deixaste assim.
Ele é tudo de bom.
É o começo, é o meio, é o fim.
Preciso dela, ela é o ar que respiro, minha vida se consumindo aos poucos.
Oh!Meu Deus é a falta de ti.
E se as vezes acalento meu sono, é porque sei que sonharei contigo.
Oh! Meu amor, amor da minha vida.
Não me deixes assim, o choro me sufoca, sua falta me mata.
Tu és tal como rosa, pura ingênua, linda que floresceu no meu jardim.
Oh! Meu Deus, Deus meu.
Faça com que esse amor volte e me traga esse amor de volta.
Para que possamos viver uma história de amor sem fim.

Michele Alexandra

Grito preso



Muitas vezes tive que sair de mim, como se estivesse fazendo uma viagem sem fim.
Muitas foram as vezes que fechei meus olhos, e não desejei abrir.
Tantos foram os conflitos que vivi.
Quantas e quantas vezes, eu desejei não desejar.
Ter querer por querer, te prender, te amar.
Quantas foram as vezes que meu coração desenganado se fez em pedaços, porém não desisti.
Ninguém pode saber o que se passa dentro de mim.
Ninguém vive em plena solidão.
Não se pode passar pelo frio do inverno, sem sentir o calor do verão.
As vezes tenho plena consciência de que nunca serás meus, porém não aceito ver o profundo dos seus olhos e ter a certeza de que nunca me ver.
O passado o tempo todo bate de frente com o presente e me faz temer o futuro.
Gostaria de gritar, pois tenho um grito preso dentro de mim, que desesperadamente deseja sair.
Mas olho ao meu redor e tenho a convicção que ja não existe alguém para ouvir.
É confuso e ao mesmo tempo me surpreende, porque a vida é uma mistura de sensações inesplicáveis.
Porém ainda espero quieta no meu canto, como uma mãe que pacientemente aguarda o nascimento do seu filho.
Olho-me no espelho e vejo que não me pareço com ninguém, nem mesmo comigo.
Sou como pedaços de vidro que uma vez quebrado, não pode ser colado.
Tenho em mim meus medos, mas nunca irei desistir.
Quem desisti é fraco, nunca irei desistir de tocar seus lábios, cair nos seus braços e balbuciar em fim finalmente sou feliz.

Michele Alexandra

Transtornos em que vivemos


Muitas vezes quando acordo
Vejo um mundo que não quero
E vejo pessoas que parece não me ver.
Sinto vontade de chorar, sinto mesmo!
Muitas vezes desejei morrer, desejei não nascer.
O sol da manhã não me faz mas feliz... e as noites não me deixa dormi.
Sinto que estou perdida.
A procura de algo, que parece não existir, a procura de um sonho, de algo irreal, de algo que talvez esteja dentro de mim.
E nessas idas e vindas ainda me perco, a procura de alguém que sinto viver a espera de mim.

Michele Alexandra.

A vida é apenas fragmentos, pedaços de uma vida, pedaços que desfazemos, e esquecemos.

A escrita pode nos beneficiar de formas possíveis e imagináveis, porque pode nos transporta e viajar para qualquer lugar, descobri na escrita a minha maior fonte de expressão, na correria em que vivemos em um mundo apenas preocupado em ter, e nunca fazer foi bom poder desfrutar de um dom que nascerá comigo, que fez não apenas me conhecer mais também conhecer cada ser que passou por mim.Cada um com seu jeito, e com uma forma de expressão, tanto ensinei como aprendi.

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